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O mais corrosivo sobre a interferência do politicamente correto no humor é que a vasta maioria do que consideramos engraçado em uma piada tem a ver com nossas falhas, nossos vícios, no que há de sombrio e assustador no mundo.  - Um leão está vindo! - Vou colocar meus tênis. - Mas você nunca vai conseguir correr mais que o leão. - Não preciso. Só preciso correr mais que você. Tudo é aterrorizante e decadente nessa narrativa. Tanto a morte quanto a ideia de ser devorado por uma fera faz parte do nosso repertório de pavores mais profundos. Um dos personagens irá abandonar o outro de forma covarde, usando-o como instrumento para salvar-se. É uma cena de decepção, desespero e dor, mas o riso funciona como aquelas jaulas que mergulhadores usam para observar tubarões brancos em seu habitat natural. Nossos demônios circulam lá fora, mas o hilário fornece a blindagem que nos permite contemplá-los de perto com um sorriso.

Machista!

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"Mulher galinha não serve pra casar" - Homem machista "Homem galinha não serve pra casar" - Mulher em busca de relacionamento monogâmico “Quando não funciona como quero em casa, eu fecho o barraco” - Homem machista “Quando não funciona como quero em casa, eu fecho o barraco” - Mulher faca na bota "Mexeu comigo leva porrada" - Homem machista "Mexeu comigo leva porrada" - Mulher que sabe Muay Thai “Não vai sair com essa roupa, né?” - Homem machista “Não vai sair com essa roupa, né?” - Mulher que não quer pagar mico “Tô passando o rodo no Tinder” - Homem machista “Tô passando o rodo no Tinder” - Mulher sexualmente liberada “Controlo o celular dela” - Homem machista “Controlo o celular dele” - Mulher precavida “Não vai sair com suas amigas coisa nenhuma” - Homem machista “Não vai sair com seus amigos coisa nenhuma” - Mulher organizando a agenda do seu amor “Você tem que entender que tenho certas necessidades” - Homem machista “Você tem que entend...

Ozêr e o Nada

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- O que está fazendo, Ozêr? - Nada. Sou um nadista profissional. - Mas nada qualquer um faz. Isso não é profissão. - Vejo que você é leigo. Fazer nada exige técnica, foco, do contrário você não consegue nada e acaba fazendo alguma coisa. - Rá! Sou super ocupado. Quanto você cobra para fazer nada por mim? - Nunca cobro para fazer nada. - Então pode começar agora mesmo! - Não posso. Não faço nada pra ninguém. - Mas se você não cobra nada de ninguém, o que ganha fazendo nada? - Nada. Seu eu ganhasse alguma coisa, o Conselho dos Nadistas não faz nada e perco minha licença. - Mas como vai perder a licença se eles não vão fazer nada? - Como disse, você é leigo. Melhor encerrar a conversa pois ela vai dar em nada. - Mas nada não é o objetivo? - Nadistas não tem um objetivo. Você não entende nada do assunto mesmo. Podia te ensinar, mas aí seria fazer algo, o que viola os princípios do Nadismo. - Não vai fazer nada então? Já sabia. - Está aprendendo rápido. E nem precisei ensinar nada. -...
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- O mundo está muito polarizado. Assim que uma parte da população se aglutina em torno de uma ideia, o resto se junta para defender o contrário.  - Polarizominion só fala asneira. Não tem polarização coisa nenhuma. - Viu? A conversa já está polarizada. Se você não fosse tão cabeça dura, concordaria comigo e não haveria polarização. Consensopatas são burros. Esse negócio de consenso nunca funcionou em lugar nenhum.  - Você é que é o cabeça dura que não quer dar o braço a torcer.  - Não entramos em consenso pois você não quer. - Mas eu quero entrar em consenso. Você é que está insistindo em discordar do que eu falo. - Não concordo. É você que insiste em discordar de mim. - Discordo!

Mano Seixas Lókbish

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“Prefiro ser essa certeza ambulante do que ter aquela aquela nova opinião desinformada sobre tudo.” - Mano Seixas Lókbish “Pra viajar na maionese não precisa querosene.” - Mano Seixas Lókbish “Eu não sou lúcido. É o mundo que não entende a minha loucura.” - Mano Seixas Lókbish “Quem não tem colírio e óculos escuros tá usando, é certo que andou aprontando.” - Mano Seixas Lókbish "Um sonha sozinho que é um sonho só, mas nem sonhava que o sonho era vários sonhos juntos na realidade" - Mano Seixas Lókbish